Exatamente, não há um motivo pelo qual criei o blog, caso queira ler, leia, caso não queira, leia também, você se indentificará. Enfim, tchau, boa leitura.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Diga-me...
Escrevo-lhe milhares de palavras. Vejo suas fotos. Faço de tudo para provar a mim mesmo que de ódio é meu amor por ti. Tento, em vão, provar à mim mesmo que nada é meu sentimento de amor por ti. Toda manhã acordo e sempre me lembro que carrego no peito um sentimento vazio de amor por você. Todos os dias mantenho minha paixão fria e sem amor por ti. Apaixono-me por cada gota de ódio que inunda meu coração vazio de ódio por você. Um coração é capaz de agüentar o que o próprio homem não decifrou em palavras ou substancias? É possível para alguém com tão pouca experiência dizer perfeitamente, verdadeiramente, irrevogavelmente, deliberadamente, gigantemente, que ama alguém, ou que odeia, ou que não sabe o que sente? Ou que o que sente é um pedaço de bolo de coco e outro de chocolate? É possível algo com duas faces diferentes ser traduzido? Bom, digo somente... Amo te odiar assim como odeio te amar!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Cinco Meses De Vida
O que é um mês? Uma parte de um todo. Uma parte de doze divisões. É o começo de um ano. É o término do mesmo. Pode ser em só um mês que seu ano irá valer. Pode ser que num desses meses o resto do seu ano de nada ira prestar. É uma simples palavra com três simples letras. É como designaram que fossem contados os anos. Como seriam separados os anos. De quê adiantaria ter onze bons meses, se no último, que deveria estar em festa, se apaga. O ano deve ter doze meses, mas como já disse tudo sem ti não é contado. Meu ano ainda está incompleto com onze meses vividos, e um esquecido... Um mês, realmente, pode lhe valer de muita coisa. Cinco, ainda mais!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Tomorrow The Sun Will Shine... Wait, Tonight The World Dies
Com todas as suas palavras só mostrei à mim mesmo que seria o primeiro e único que realmente lhe queria bem. Diga-me as palavras que deve dizer e então juro que vou embora. Seus sentimentos são meu túmulo. Somos pó e ao pó retornaremos. Ao dizerdes que pra sempre serás minha, cavas mais e mais entre meu coração, e o que demorei tanto tempo para arrumar, bagunças tudo novamente. Volte e desfaça isso. Volte pra o tempo em que nada nos dividia. Volte e me diga se isso é real. Volte para não precisar ir embora novamente!
domingo, 19 de dezembro de 2010
Apenas Perca Isso.
O que se faz quando todo amor em ódio se torna. O que se deve fazer quando todo amor ou some, ou de medo, desaparece. Todo amor que poderia ter sentido, e vontade de te ter e de te sentir, foi-se junto com você. O que se deve fazer quando abandona-se quem mais te quer bem. O que se deve fazer quando o amor, de ódio, se afoga e todo o querer bem vai-se com suas feridas não-cicatrizadas. Simplesmente se afogue com todas as suas mentiras sinceras. Vá embora com sua inocência e deixe-me com meus pecados. O que se deve fazer quando o ódio assassina o amor!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Quer meu ombro?
Eu sento depois de qualquer dia, nessa cadeira, cansada de ouvir minhas reclamações e angústias de não ter o que pedi. Está cansada de ter que agüentar todo meu peso e o peso que levo nas costas, o fardo que devo carregar, a dúvida que me corrói. Deve suportar, todos os dias, tudo que não suporto durante minhas manhãs, tardes e noites. Tem que agüentar firme e não fraquejar. Deve me acolher, me ouvir, me entender e me aconselhar. É a quem me refugio todos os dias depois declarações fajutas e mentiras sobre-humanas. Ela é o que ouve meus pedidos e não-agradecimentos por aquilo que tenho. Sinto-me um egoísta hipócrita que diz o que quer, tenta ajudar quem não precisa e não consegue fazer a si mesmo. Ela me diz que se um dia for pra ser, será e que o dia virá. Diz-me que o que é pra ser nosso é nosso e de mais ninguém. Me diz que o amor não é uma declaração boba, ou palavras estúpidas, ditas por 4 meses!
sábado, 11 de dezembro de 2010
Amas O Suficiente Para Odiar?
Acho que sempre lhe amarei, você e nossas nauseadas lembranças, você e o sol que deve nascer e se por em seqüência. Assim como o amor deve começar e se queimar no restante. Acho que sempre lhe amarei, e todos os que se encontravam. Acho que sempre lhe amarei com todas as minhas forças, cansadas, de exaustivos confrontos com o impossível. Acho que sempre lhe amarei com tudo que não tenho. Acho que sempre lhe amarei, e nossas juras, fajutas, de amor. Acho que sempre amarei suas palavras que não deveriam ser ditas. Acho que sempre amarei as suas mentiras sinceras e seus doces beijos amargos. Acho que sempre amarei minha vontade de ver um fim no que o começo dominava. Acho que sempre lhe odiei, mas não percebia que o amor se escondia. Acho que sempre lhe odiarei, e todas nossas, esquecidas, lembranças. Acho que sempre lhe odiarei por desistir do meio, e não no final. Acho que sempre lhe odiarei por lhe amar demais. Acho que sempre me odiarei por lhe amar perdidamente!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Só Na Próxima Vida
O final é sempre o que ninguém espera, porém é nossa única certeza. Substituição contínua de drogas e remédios que cavam fundo entre suas costelas. Vivendo e sofrendo. Caindo e andando. Sorrindo e morrendo. São certezas absolutas, são tristezas distintas e sofrimentos lamentavelmente desnecessários. Sua vida atormentada é o que me atormenta e me limita a condição humana. És o que me impede de voar e sorrir por um dia. És minha paz e meu sepulcro. És minha deusa e apogeu. És tudo que desejo, e que não quero! És minha realidade infinita durante minha vida. És o que devo e não posso esquecer. Enquanto procuras em outro alguém, lembro-me de tudo que não vivi. Torturo-me por banalidades e egoísmos. De que vale a vida sem ti? De que vale uma vida em que estás e não se encontra? De que vale algo que quero e não desejo?
domingo, 5 de dezembro de 2010
124
Ainda lhe procuro, aonde quer que me encontre. Ainda te vejo nas palavras, histórias, casais e bebidas. Ainda me lembro do que não aconteceu. Ainda hoje sinto falta do que não vivemos e que não passamos. Ainda me lembro do último ‘te amo’. E de pensar que há poucas semanas eu não pensava em chorar. E de pensar que amanhã posso não lhe encontrar. Mostre nossas fotos e corra, corra e não esqueça que me lembro. E de pensar que há 11 dias não pensava em qualquer outro número, que meu número da sorte era o onze e que onze é minha vida. O que é verdadeiro nunca acaba, e o pra sempre, sempre acaba. Mas nosso pra sempre é verdadeiro!
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