sábado, 25 de dezembro de 2010

Diga-me...

Escrevo-lhe milhares de palavras. Vejo suas fotos. Faço de tudo para provar a mim mesmo que de ódio é meu amor por ti. Tento, em vão, provar à mim mesmo que nada é meu sentimento de amor por ti. Toda manhã acordo e sempre me lembro que carrego no peito um sentimento vazio de amor por você. Todos os dias mantenho minha paixão fria e sem amor por ti. Apaixono-me por cada gota de ódio que inunda meu coração vazio de ódio por você. Um coração é capaz de agüentar o que o próprio homem não decifrou em palavras ou substancias? É possível para alguém com tão pouca experiência dizer perfeitamente, verdadeiramente, irrevogavelmente, deliberadamente, gigantemente, que ama alguém, ou que odeia, ou que não sabe o que sente? Ou que o que sente é um pedaço de bolo de coco e outro de chocolate? É possível algo com duas faces diferentes ser traduzido? Bom, digo somente... Amo te odiar assim como odeio te amar!

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