Não é porque finjo, faço-me de forte que a resposta pra sua pergunta está em minhas atitudes. Tudo pode ser encoberto, em minhas atitudes posto uma máscara que sobrepõem meu real desejo de me submeter ao seu trágico amor. Tudo é falso. O dia vira noite. O choro, alegria. O ódio, amor. A chuva negra, um belo arco-íris. Sua verdade, mentira. Tudo é falso. A falsidez de seus olhos gélidos e sombrios que me reanimam a alma adormecida. A saudade, o amor, não lembro-me de definições plausíveis. O amor verdadeiro existe, mas afoga-se em seu próprio amor para manter-se amando. A saudade que machuca não pode ser comparada ao amor que ama. A saudade é saudade dos momentos, pois a pessoa que é objeto de ação da saudade sempre, ou talvez, sempre estará em sua vida. Em lembranças, em projeções falsas do passado, na esperança de um dia poder viver a saudade de algo que terá certeza de que viverá. Faço-me de criativo, de coração-gélido, de muitas mentiras que de cega você não observa a face por detrás da minha personalidade quente, que talvez, verdadeiramente, necessita de você pensando nela.
Exatamente, não há um motivo pelo qual criei o blog, caso queira ler, leia, caso não queira, leia também, você se indentificará. Enfim, tchau, boa leitura.
quarta-feira, 23 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Domênico
E ele se submete, submeteu-se a tudo por um sorriso torto. Ele acredita que machucar-se a trará de volta. Seu coração continua a bombear. Ele não acredita que sua vida é só mais um filme de sua vida. Não me tente, você não consegue, não compreende. Não olhe assim, você não conhece, não sabe o que acontece em mim. Ele disse que se renderá a ti. Ele não irá lembrar amanhã que lembrou de você ontem. Não faça por mim o que disseram que já fizeram por ti. Um dia, me lembro, ele lhe falou que não era único, mas era especial. Ele disse que pra sempre seria teu, o ‘pra sempre’ virou a página, mas apareceu novamente na nota de rodapé naquele final de capítulo. E Domênico voltou pra casa, de cabeça abaixada, ouvindo o som das nuvens chorando. Ouvindo os carros e a torneira entreaberta na cozinha. Ele ouvia tudo e todos o tentavam decifrar, mas ninguém entende o que se passa debaixo do teto de seu quarto. Ele se esconde entre músicas e poemas. Esconde-se entre palavras fortes e dilemas. Finge-se de forte, alegre e esguio. Quem o conhece sabe que és tão humano quanto seu melhor amigo. Ele corre pra esquecer. Anda pra pensar. Se cansa para reciclar o que pensava se importar. Ele sabe que ela pensa nele como ele pensa nisso. E Domênico está cansado. A vida está difícil, e ele é desgastado. Nunca mais será o mesmo. O mundo, deixou de ser o mesmo.
domingo, 13 de março de 2011
É Assim Mesmo
Como se não fosse possível, em pouco tempo passei por muitas coisas. Perdi-te e ganhei. Ganhei-te e perdi. Perdi-te e agora? Já comecei do zero por diversas vezes. Já cruzei a linha de chegada e fizeram-me voltar ao inicio. Já corri demais, chorei demais, cansei demais. Já perdoei demais, fui bom demais, errei demais. Já desisti, já insisti, já duvidei, e agora? Estou cansado de não me machucar brincando, cansei de minhas lesões não aparecerem. Estou cansado de não verem que eu estou precisando de um band-aid, um beijo na testa e um voto de confiança. Estou sujo, estou limpo. Estou perdoando e não sendo perdoado. Não consigo mudar o passado, nem produzir o futuro. Só posso relevar, perdoar, chorar, amar, cair, reerguer, ajudar e achar um motivo para continuar com os olhos abertos.
sábado, 5 de março de 2011
Desde Sempre e Pra Sempre
Desde sempre a vida te engana, fazendo-te acreditar no impossível e desacreditar no que é mais que possível. Não basta descansar sem ter paz. A saudade dói e é nessa possibilidade que resolves não acreditar. Acreditar não é somente nove letras, são nove tipos de esperança prontos para transformar seu impossível em realidade. O medo de tornar o real possível em impossível me assusta e escarnece meu coração. Acreditar na sua fonte da juventude não é o que lhe fará rejuvenescer. Acreditar no amor não te fará amar. Acreditar na dor não lhe fará sentir. Acreditar na terceira pessoa do plural não me fará um bom aluno em português. A saudade não me machuca mais. Por enquanto sei que de sempre o ‘pra sempre’ estará comigo. A lua nunca deixa de brilhar, distancias infinitamente maiores que as de nossos corações. A lua nunca deixou de brilhar e de permanecer distante, comigo. E desde sempre e pra sempre você será a minha.
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