Jaz um homem o qual aproveitou o dia, largado, esquecido, desalmado. Pra onde ele deverá ir, para onde sua alma irá repousar do sono cansado de uma vida inteira? Era digno de realmente obter os bens encontrados no paraíso? Deverá ele ir ao céu? Sim esse céu tão falado, tão ouvido, o céu é só uma promessa, é a esperança de encontrar a felicidade eterna, de encontrar a recompensa de uma vida torturante e árdua. A chuva cai, seu sorriso me faz sobreviver a cada dia que tenho que enfrentar. Vamos escapar dessa pós-vida, pule de um precipício e caia no colo caloroso de quem você tem realmente a vontade de chamar de seu. Grite e faça ninguém te ouvir, grite para que sua dor seja retirada, alimente a fé existente no coração de um crente. O caixão largado na rua é subestimado, aquele que se encontra morando nesse ladrão de sonhos é o qual não teve a sorte de encontrar o céu estrelado deitado ao seu lado e dizendo doces palavras que o farão refletir de o porquê de tudo. Sua mãe está te chamando, o almoço está servido. Se alimente dos sonhos que você guarda desde o dia em que a primeira gota de pensamente inundou sua cabeça sedenta de atenção. Somos todos objetos de trabalho de um homem que precisa ganhar a vida, somos a historia que um pai conta a sua filha depois do colégio, somos quem nunca seremos. A magnitude da mente de um bebe é igual à capacidade que temos de nos orgulhar de sermos quem não queremos. O auge do livro escrito pelo ser desconhecido é igual sua vontade de descobrir o que há alem do infinito. O xarope que tomava quando era apenas um bebe foi revertido em linhas do texto o qual escrevo e dedico a você. Seus olhos me entorpecem e me fazem viajar para o mundo distante que eu não lembrava. Os palhaços do circo de horrores me faziam refletir na capacidade humana de tomar decisões ilimitadas para que haja um próximo dia. Suas doces mãos ao tocarem as minhas, fazem todo o frio que sinto ao sair de casa agasalhado para mais um dia de estudos, sumirem e se transformarem em sonhos que escrevo em linhas tortas de um poema que está no fundo do caderno negro que um dia pude chamar de meu. Não seja aquela que ficou apenas para dizer que nunca me deixou, as lagrimas que caem no mar são comparadas as imagens que não queria retornar a encontrar. Aquele troféu o qual um dia eu pude ousar a dizer que mereci, foi jogado no baú empoeirado da velha casa que encontrei virando a esquina, da rua que morei quando era apenas uma pequena criatura. Seu sorriso desperta em mim o mais profundo sentimento que guardei a sete chaves na minha gaveta de meias, quando o doce som de seus passos chegavam ao meu ouvido, sentia que qualquer historia contada a mim era uma farsa, a felicidade que sinto não é comparada ao conto de fabulas que ouvia de minha mãe que esta sentada em frente à televisão ouvindo as mensagens do tempo. O amor que dedico à flor que plantei em seu nome foi esquecido no momento em que se recusou a lutar. O céu desce para aquecer o dia gelado de uma manha de julho, seu doce abraço me reconforta e me faz perceber que só encontro paz depois que a fraqueza que sinto todos os dias é apagada quando percebo o batimento de seu coração se encontrando com o meu e me fazendo sentir o que realmente significa dizer: ’Te amo’.
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