Exatamente, não há um motivo pelo qual criei o blog, caso queira ler, leia, caso não queira, leia também, você se indentificará. Enfim, tchau, boa leitura.
domingo, 18 de julho de 2010
O amor?
O amor é só uma palavra hoje, é a busca incessante pela pessoa que tratamos como sendo única. O livro de piadas que ganhei de meu velho amigo, não me fará, sequer, pensar em esquecer que nós construímos um passado juntos. Este velho passado deixado nas velhas páginas de seu diário. As palavras escritas foram esquecidas, destruídas, deixadas de lado, quando a pessoa a qual você com sua tola mente insana, achou que lhe traria felizes momentos numa manha ensolarada de janeiro. Passe seu tempo colando as figurinhas da copa. Enquanto isso, me distraio fazendo meus textos que estão espalhados, todos, amassados, descuidados, abandonados, no chão empoeirado de seu apartamento. Todas as longas horas que passei tentando encontrar a rima perfeita para o poema o qual ocupei um mês de minha banal vida, até ficar pronto, está largado debaixo da página da revista de moda. Diga-me se o que você quer, é comigo que você encontrará. Minha tola perspectiva de futuro é te ter ao meu lado, minha felicidade é recompensada ao te ver entrar pela porta, cansada do exaustivo dia de trabalho. Sempre que consigo, continuo a manter minha capacidade de escrever textos dispensáveis, para que você, nunca, sequer, pense em achar que eu me esqueci de você. Posso não durar mais que alguns anos, mas a minha imortalidade estará escancarada em cada palavra que um dia eu tive a possibilidade de escrever. O vento sopra na janela de meu quarto, os galhos fazem um barulho que me soa familiar. O cheiro do seu perfume continua em minhas roupas. Volte para o tempo que éramos jovens, em que nada me fazia desistir de meus tolos objetivos, aqueles objetivos os quais eu pensei que fossem urgentes, sem pensar, que o principal não passava pela minha despreocupada cabeça . O que consigo discernir de toda essa experiência vivenciada foi que nada mudou. O vento sopra da mesma maneira que soprava, os ruídos feitos pelos velhos galhos da arvore cansada, continua o mesmo, o que consigo perceber com isso foi que, o que mudou não foi minha vida, e sim, a forma com a qual eu a trato. A forma com que moldo meu boneco de barro, aquele mesmo boneco o qual dei a você, aquele velho objeto que guarda velhas recordações, as recordações do tempo em que você me ligava de manha, para desejar-me um bom dia, e para que eu nunca me esquecesse do amor que você carregava por mim. Onde nós erramos? Onde a humanidade errou? Onde estão escondidas minhas antigas letras de musica? .
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